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sábado, 7 de agosto de 2010

Sia

Entre os meus mp3, reencontrei o de uma cantora australiana chamada Sia Furler, ou apenas Sia. Uma das canções que possuo tem também um clipe de uns 2 anos atrás, que é de um visual muito bonito.

Se podes ver, vê.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

The Changeling

Um pouco de música na sexta de música.

O pequeno filme está legendado em espanhol.

Mudanças!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Joan

A sua voz é de veludo. E já há tempos que a ouço. Ela é Joan Wasser, mas mais conhecida como Joan As Police Woman. Com dois álbuns lançados, não é só apenas mais uma daquelas que denominam por aí por 'promessa'. Ela é real, tal como o nome de seu primeiro álbum Real Life, lançado em 2006. A conheci neste mesmo ano, nestas minhas buscas frenéticas sobre música na internet. Descobri que ela já havia sido backing vocal de um dos cantores mais ouvidos por mim nestes últimos tempos, Rufus Wainwright, além de ter trabalhado com Anthony and the Johnsons, Scissor Sisters, dentre outros artistas.

Através do single Eternal Flame comecei a prestar atenção nela, mas ao ouvir todo o seu primeiro álbum - ótimo!- percebi que Joan tinha uma coerência rara para um primeiro álbum. O resultado não foi outro senão desde então ela residir em minhas coletâneas de MP3, celular, e também no velho e firme Discman.

No ano passado, Joan lançou o seu segundo álbum, To Survive, que serve principalmente para afirmar a sua qualidade e atestar que é uma das poucas boas coisas da música pop recente americana (ou pelo menos uma das que me despertam interesse). Em seu segundo álbum, Joan continua a trabalhar muito a sua voz com melodias envolventes e muita belas, com arranjos bem construídos.

Joan Wasser, ou melhor, Joan As Police Woman precisa ser ouvida, ser descoberta por quem preza por trabalhos no meio musical de hoje que não sejam descartáveis.

Eternal Flame de seu primeiro álbum, Real Life

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma soda e uma música

Holly Golightly. O pai ou a mãe dela devia gostar muito de Breakfast Tiffany's (Bonequinha de Luxo), ou da Audrey (Hepburn). Eu não pesquisei (neste post não há informações googleadas).

O som dela é formidável. Blues-rock.

Vídeo (num de seus raros vídeos oficiais)

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O Bêbado pela Bela


No último dia 20, Scarlett Johansson, atriz bonita, com alguns bons filmes no currículo, já tendo trabalhado com gente boa e importante no cinema, decidiu evocar o bêbado, o representante mor das navalhas na veia, dos pulsos desfalecidos, dos distúrbios emocionais musicados, da lúgubre onipresente música popular dos peitos dilacerados: Tom Waits.
Scarlett lançou este mês o seu 1° CD, com novas faces para as músicas de Waits - Anywhere I Lay My Head. Ao ouvir a primeira faixa, Fawn, percebe-se de pronto que é uma produção muito bem cuidada, delegada ao David Sitek, guitarrista do TV On the Radio. A sonoridade da banda nova-iorquina fica evidente na abertura e ao se ouvir o 1° single, Falling Down. Sitek com certeza é o maior responsável pelas eventuais críticas positivas para o disco de estréia de Scarlett. Em todas as faixas percebe-se uma atmosfera de sonho, onírica, como se fôssemos transportados a qualquer instante por um portal que nos fará enxergar a vida pelos olhos de crianças crescidas, sem tristeza. As batidas características e backing vocals do TVOTR estão presentes, mas não faz do trabalho um CD da banda acrescido dos vocais da SJ, pelo contrário, Sitek desenvolve o seu espírito criador para contrabalancear os arranjos das músicas com a voz de Scarlett.
Tentado pela mocinha, David Bowie faz participações especiais, mas bem discretas, nos vocais das músicas Falling Down e Fannin' Street.
No que concerne aos vocais de Scarlett, percebe-se que ela não arrisca muito e sua voz fica toda envolvida pela sonoridade e pelos instrumentos; a sua voz estabiliza num flat e às vezes parece coadjuvante de toda a aura mística dos sons que embebem o disco e a nova roupagem para as canções de Tom Waits. Mas o CD, ainda assim, é bom, é acima da média para uma atriz que gosta de brincar de cantar. O CD possui 11 faixas, 10 delas releituras de canções de Tom Waits, e uma de composição da própria Scarlett, Song for Jo.
Em entrevista à Paste Magazine, Scarlett diz ter 5 "pais": Woody Allen, Bill Murray, Barack Obama, Tom Waits e Bob Dylan. Scarlett já trabalhou com Woody Allen, contracenou com Bill Murray, apoiou Barack Obama às eleições presidenciais americanas, releu Tom Waits... E agora, o que falta fazer por Bob Dylan?
Um bom começo para Scarlett Johansson; com os tilintares puros e limpos de David Sitek foi bem acolhida e mostrou que tem um gosto apurado não só para os roteiros cinemáticos, mas para os musicais também...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Meus sapatos velhos...

LEMBRANÇA. Essa é a palavra. Sim, lembrança. Tão utilizada e tão recorrente no prolífico léxico alimentado todos os dias com novos vocábulos, novas idas, novas voltas, novas lembranças. Muitas lembranças me remetem pra outra instância da vida quando olho para os meus coturnos velhos jogados num canto do meu quarto... Estão empoeirados, e até com cheiro de bolor, mofo. O preto que os sublinhava, agora é camuflado por uma camada de pó, e fios de cabelo, e partículas do ar que passaram por ali e ficaram, até pedaço de caminhos que se instalaram numa das frestas dos solados, e que permanecem ali, como se esperassem a vez de voltarem ao local de origem, a velha e sempre nova estrada original... Hoje é sexta-feira. Ouço Old Shoes (And Picture Postcards), Tom Waits, canção de seu primeiro disco, Closing Time, de 1973...
A sentimentalidade dos sapatos velhos, dos coturnos grossos, deixa-me frágil, enternece-me ainda mais. É só a lembrança de um velho músico e de um velho menino...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Prum "brejim" pra lá do Wyoming...



Simula Factory, de Martha Wainwright, para manter a leveza de todo o dia... Momento de brevidade, sim, mas não único. Ah, caipirinha sertaneja, dos confins canadenses... Idílio é sua voz. Estou idiota. Conecto-me também a canção dos Triplets, do musical The Band Wagon, a essa minha audição, de lá do brejo, lá do norte, bem norte das Américas.

Mas saí do musical, voltei aos braços de Martha, melhor, à voz de Martha, e a ouço cantando tão linear I'll Be Seeing You. É mágica. Até música de natal ela canta. Não é mais natal, nem vai ser. Aliás, vai ser, mais pro fim do ano, só. Está longe? Nada! Vem logo, num instante. As luzinhas voltarão a rodear as árvores. Piscar nas residências. That's enternainment. Pianinhos e corais, crianças com asinhas de anjo. Mas agora é praia. É a palavra. É férias. É o momento. Somos todos momentos, não me atravo a dizer a razão. Mas todos os dias nos dividem, em Ítalo Calvino e Ricardo Piglia, nos misturamos nas comédias dos suspenses de nossos cobertores. Somos felizes? Acho que sim, do nosso jeito de ser sem querer com todas as coisas e acontecimentos da vida. Nunca temos culpa e somos os maiores responsáveis.

Somos nós e desatos, a liberdade de estarmos presos a esses segmentos circulares, sem fim e nem começo de toda a vida. Inicia-se no mesmo momento que termina - ouço Martha cantando música de natal, quando fingia sapatear com os dedos sobre a escrivaninha -. Nossas imprecisões são de alguma forma decências. Cativo o meu lugarzinho, minha paixão; tudo num balaio que se mistura tristeza e vontade de chorar, com lamúrias e um bruto desejo de gargalhar na companhia das músicas e das pessoas mais adoráveis.

Sino toca, sentimento toca, a música também; o coração em compasso, a banda também. O meu destino escrito em almaço, o meu diário na brochura, os meus propósitos nas pautas da agenda do ano passado. Vingou 2007. Vingou 2006. Vingou 2005... Vingou 1979. É a precisão de sempre, o desejo desde de quando houve um porvir e uma sensação de que VIDA é um aforisma de discussão para as faculdades de filosofia - The Great Gig In The Sky. Um grito enorme ecoa, piano e piano. Melodia.

O disco toca já há um tempo, e não termina.

Não precisamos terminar. As nossas rotações são tão infinitas quanto às nossas necessidades de erros e acertos, equilíbrio que se metamorfosea em lírica vésper a se contar nos dias não nublados...

Quantas nuvens não houveram hoje para que pudéssemos contar as estrelas?

Quantas estrelas houveram hoje para que não se pudesse haver nuvens para que não as escondessem e então para que pudéssemos contá-las?

O disco toca, toca.

Como nós, ele não termina. Agora é só a hora do Lado B.

domingo, 22 de julho de 2007

Oh, My Darling


Estou com minhas costas doendo, doendo muito, talvez pela péssima postura nesta cadeira de plástico. E plástico é uma das matérias que simbolizam muito bem nossas ações e partidos neste início de século: seres constituídos de plástico. Mas há ainda quem seja feito de um material diferente, primitivo, pessoas de um jeito diferente que fazem um som não diferente, mas lúcido, e lucidez em meio a esta vã embriaguez de fumaça é tudo de que precisamos. Há pessoas que parecem manipular instrumentos já tão conhecidos de um jeito particular, e vozes conhecidas afinadas com nossos ouvidos e que reverberam por essa caixa de ressonância que têm sido nossos pensamentos, belos ou malditos. Basia Bulat não é diferente, mas não é igual, é Basia Bulat com sua voz de eterna súplica, de degeneração da música que ela mesmo fabrica. Até tentei achar algum paralelo, mas é difícil, ela não é somente linda e forte, mas sua voz é de um ritmo despreocupante que nos traz à atmosferas brancas e serenas, sua voz parece evocar chuva naquela tardezinha de sábado onde o sol já escaldante não faz muito sentido a não ser pelo próprio desgaste que a perda de água e a cabeça quente nos proporciona; com a chuva e a voz de Basia somos regenerados.
Basia Bulat é mais uma dessas lindas vozes vindas do Canadá, com seu folk levado ao sentido primeiro dessa palavra, é folclórico pela simplicidade conectada ao som rico em instrumentos e despretensão, o que a faz ainda mais bonita do que é, com seu enviesado olhar de anjo. Oh, My Darling é o seu primeiro e já viciante trabalho, e é ainda mais quando espera-se pela chuva de sábado à tarde ouvindo The Pilgriming Vine e Snakes and Ladders. Com um cheiro de chuva passando pela minha janela e a voz de Basia passando pelos meus ouvidos nesta tarde, minhas costas dóem menos.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Juventude Sônica

às vezes, os ruídos de microfonia são bons, as acústicas trepidantes das caixas que vibram no tempo que parece o começo do fim de todas as coisas, o fim do som. o som do fim.

os convencionais xingarão e ignonarão, não hesitarão em quebrar o espelhado do laser que transforma tudo isso em som ou na possibilidade dele.


somos todos provincianos, puritanos, convencionais. perdidos nas baladas entre paredes mal concebidas para a destruição da sonoridade que camufla talvez um riso, talvez um choro ou nada - dentro de nossas próprias convenções.


há alguma possibilidade de acreditar no que não é regra, no que não rege sinfonias, no que não está certo e que, ainda assim, é suave, é bom. esta é a lei dos desregrados, mas felizes.


the diamond sea preenche até o que não existe.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Eu o tenho sob minha pele...


Um caso estranho, essa voz que parte minhas percepções de tempo... E como sou tão feliz de qualquer jeito quando ouço sua voz; nunca imaginei que me tornaria assim, seu refém. Ainda bem que é assim, num período de pouco sentimento, ser sentimentalóide só em poder ouvir este poder que reverbera com força; isso, já, de certa forma, é um meio de distinção de todo o resto.

Sou tão grato por ouvi-lo, por senti-lo como cócegas sinuosas que percorrem todo o meu canal auditivo e vão até lá no lugarzinho de não-sei-onde do cérebro metamorfosear-se em alegria e numa explosão de outras coisas que vertem em hormônios embaixadores da sensibilidade e da felicidade impelidas, e percorridas por todos os rastros do corpo, por onde houver nervo, pele, gosto e alma...

Ah, como é bom. É tudo o que mais queria ser: estar à toa a ouvir tua voz à toa...

Belos olhos azuis, estás indelével sob minha pele.

Renego em lutar sob todas as forças que és agora quem me impele no rascunho deste texto. Estar contigo neste inverno, nesta noite de segunda, nesta noite de Beirute, Constantinopla e de todos os Impérios derrocados e poderosos que sabem do poder, do mundo a seus pés, de tudo, sobre tudo, sobre todos... Estás riscado na linha do tempo de forma a não ter mais carinho e adoração, és o próprio carinho aos privilegiados que tens a vibração deste estrondo ululando dentro do corpo, benção à alma que o habita...

Belo, sois tão maldito. Mas o perdoarei sempre enquanto fores assim: tua voz o manto de vida que faz minhas noites tímidas mais delirantes e cínicas.

domingo, 25 de março de 2007

Domingo de Chopin

No domingo a semana começa a ser revista, mas, na verdade, já nos preparamos para a outra, mas Chopin acalma, alivia... Ouvindo os noturnos, prelúdios e baladas deste genial pianista, o domingo brilha um pouco mais, visto da janela. Frédéric Chopin (1810-1849) com a sua elegíaca forma de compor e dar graça às notas que serão decifradas pelo piano; dá graça até mesmo na melancolia recorrente desta harmonia que envolve a sua obra.
A obra deste polonês radicado na França é basicamente composta por temas livres, tal como os noturnos, baladas e valsas. Como dito, a tristeza é revisitada de forma graciosa no trabalho de Chopin, dando-lhe um caráter mais lírico e pessoal. É preciso dizer que não existe tristeza ou alegria compondo a arte. O objeto artístico compõe-se do processo e do fim, ainda que envolto de sentimento, não podemos dizer que uma obra é feliz ou triste, pois essas são sensações humanas, provindas do espectral modo de analisar determinada obra ou fim artístico.
Chopin é assim, mesmo com a sua carregada melancolia, a mim, além de beleza, traz-me alegria, de vez em quando. Claro, o espírito (o humano) precisa ajudar também, senão a fraqueza me arrebata. (Arre!)
Com exceção a algumas peças para violoncelo, o trabalho de Chopin é praticamente todo destinado ao piano, e este instrumento de cordas é (diga-se de passagem) que c'est fscinant! Não muito diferente dos românticos da época, foi vencido pela tuberculose (era moda na época) em quase 19 anos anos convivendo com esta - entre 1830 e 1849. É muito bom ouvir a Waltz n°1, Opus 18 "Grande Valse Brilhante", a conheço desde criança em desenhos animados ou por qualquer coisa pela TV, e recorro a esta pra me lembrar deste tempo que está perdido em algum lugar, mas que, como Proust (o Marcel, do Em Busca do Tempo Perdido), teimo em ir atrás.
Mas é da alegria mesmo, que limiar aos sentimentos mais agudos, que quero ter e a qual quero cultivar. Chopin ou o brilho do sol podem me ajudar, mas o meu espírito blindado e o coração desperto deverão ser-me imprescindíveis para que não me derrubem nesta trajetória.
Um bom domingo pra ti e pra mim também.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

5 para as 6

Charlotte, por Willy Wanderperre

Quem nunca ouviu Je T’Aime (Moi Non Plus), hit n° 1 dos motéis do cantor, compositor, ator, poeta e provocador francês Serge Gainsbourg? Provavelmente, muitos de nós, e não é brincadeira, podemos ter sido "fabricados" ao embalo desta canção. Aquela música preenchida por gemidos que são, segundo a lenda, de Brigitte Bardot que gemia nua no estúdio para poder dar uma sensação mais próxima de uma situação “real”, para a produção dos sons que viria compor a canção. Mas isso é pura lenda mesmo, porque os gemidos da canção são da namorada de Gainsbourg na época, a também cantora e atriz inglesa Jane Birkin, que posteriormente viria a ser a sua esposa. Mas a melhor obra desses dois não foi Moi Non Plus, talvez ainda seja a mais conhecida, e de longe essa também não é a melhor canção de Monsieur Gainsbourg.

O melhor feito de Jane e Serge se chama Charlotte. Com a marca registrada dos dois, Charlotte Gainsbourg mostra-se como um dos símbolos do novo cinema francês e, como o pai e a mãe, não se limita a um único ofício, a garota também canta e, diga-se de passagem, muito bem. Charlotte causou polêmica quando na adolescência fez um dueto com o pai na canção Lemon Incest, onde os dois aparecem com pouca roupa na cama recitando a canção. Essa canção viria a dar o nome ao seu primeiro álbum, lançado em 1998.

Mas a razão desta resenha é mesmo o mais recente álbum de Charlotte, 5:55, um dos melhores do ano de 2006. Bem produzido e repleto de belas canções, e sem delongas: você tem que ter. É doce e provocativo em todas as faixas, tal como em Beauty Mark, That Songs That We Sing e Little Monsters. Mas para fazer este álbum Charlotte se cercou do melhor, podemos dizer, que há hoje no mundo pop. O grande Jarvis Cocker, ex-líder do Pulp, e Neil Hannon, do The Divine Comedy, encarregados das letras acertaram em cheio. A parte musical foi delegada à dupla Air, Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin, que também sempre acertam, não só nos seus álbuns como na excelente trilha sonora do filme As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides), dirigido pela Sofia Coppola. Charlotte não é boba, portanto, sabe muito bem que com um time destes fica muito mais fácil ganhar o jogo, ponto para ela e para o quarteto fantástico, que conseguiram construir uma das mais belas preciosidades do pop dos últimos tempos. A faixa título que abre o disco faz com que você sinta vontade de ouvi-lo inteiro logo de cara e a seguinte, AF607105, que é bem o estilo do Air, mostra que eles estão mesmo falando sério, mas bonito. As bases de piano são lindas que, acrescidas da voz sussurrante de Charlotte, fazem das canções declarações múltiplas, não só de amor.