sábado, 7 de agosto de 2010
Sia
Se podes ver, vê.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
The Changeling
O pequeno filme está legendado em espanhol.
Mudanças!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Joan
Através do single Eternal Flame comecei a prestar atenção nela, mas ao ouvir todo o seu primeiro álbum - ótimo!- percebi que Joan tinha uma coerência rara para um primeiro álbum. O resultado não foi outro senão desde então ela residir em minhas coletâneas de MP3, celular, e também no velho e firme Discman.
No ano passado, Joan lançou o seu segundo álbum, To Survive, que serve principalmente para afirmar a sua qualidade e atestar que é uma das poucas boas coisas da música pop recente americana (ou pelo menos uma das que me despertam interesse). Em seu segundo álbum, Joan continua a trabalhar muito a sua voz com melodias envolventes e muita belas, com arranjos bem construídos.
Joan Wasser, ou melhor, Joan As Police Woman precisa ser ouvida, ser descoberta por quem preza por trabalhos no meio musical de hoje que não sejam descartáveis.
Eternal Flame de seu primeiro álbum, Real Life
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Uma soda e uma música
O som dela é formidável. Blues-rock.
Vídeo (num de seus raros vídeos oficiais)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
O Bêbado pela Bela

Scarlett lançou este mês o seu 1° CD, com novas faces para as músicas de Waits - Anywhere I Lay My Head. Ao ouvir a primeira faixa, Fawn, percebe-se de pronto que é uma produção muito bem cuidada, delegada ao David Sitek, guitarrista do TV On the Radio. A sonoridade da banda nova-iorquina fica evidente na abertura e ao se ouvir o 1° single, Falling Down. Sitek com certeza é o maior responsável pelas eventuais críticas positivas para o disco de estréia de Scarlett. Em todas as faixas percebe-se uma atmosfera de sonho, onírica, como se fôssemos transportados a qualquer instante por um portal que nos fará enxergar a vida pelos olhos de crianças crescidas, sem tristeza. As batidas características e backing vocals do TVOTR estão presentes, mas não faz do trabalho um CD da banda acrescido dos vocais da SJ, pelo contrário, Sitek desenvolve o seu espírito criador para contrabalancear os arranjos das músicas com a voz de Scarlett.
Tentado pela mocinha, David Bowie faz participações especiais, mas bem discretas, nos vocais das músicas Falling Down e Fannin' Street. No que concerne aos vocais de Scarlett, percebe-se que ela não arrisca muito e sua voz fica toda envolvida pela sonoridade e pelos instrumentos; a sua voz estabiliza num flat e às vezes parece coadjuvante de toda a aura mística dos sons que embebem o disco e a nova roupagem para as canções de Tom Waits. Mas o CD, ainda assim, é bom, é acima da média para uma atriz que gosta de brincar de cantar. O CD possui 11 faixas, 10 delas releituras de canções de Tom Waits, e uma de composição da própria Scarlett, Song for Jo.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Meus sapatos velhos...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Prum "brejim" pra lá do Wyoming...

Simula Factory, de Martha Wainwright, para manter a leveza de todo o dia... Momento de brevidade, sim, mas não único. Ah, caipirinha sertaneja, dos confins canadenses... Idílio é sua voz. Estou idiota. Conecto-me também a canção dos Triplets, do musical The Band Wagon, a essa minha audição, de lá do brejo, lá do norte, bem norte das Américas.
Mas saí do musical, voltei aos braços de Martha, melhor, à voz de Martha, e a ouço cantando tão linear I'll Be Seeing You. É mágica. Até música de natal ela canta. Não é mais natal, nem vai ser. Aliás, vai ser, mais pro fim do ano, só. Está longe? Nada! Vem logo, num instante. As luzinhas voltarão a rodear as árvores. Piscar nas residências. That's enternainment. Pianinhos e corais, crianças com asinhas de anjo. Mas agora é praia. É a palavra. É férias. É o momento. Somos todos momentos, não me atravo a dizer a razão. Mas todos os dias nos dividem, em Ítalo Calvino e Ricardo Piglia, nos misturamos nas comédias dos suspenses de nossos cobertores. Somos felizes? Acho que sim, do nosso jeito de ser sem querer com todas as coisas e acontecimentos da vida. Nunca temos culpa e somos os maiores responsáveis.
Somos nós e desatos, a liberdade de estarmos presos a esses segmentos circulares, sem fim e nem começo de toda a vida. Inicia-se no mesmo momento que termina - ouço Martha cantando música de natal, quando fingia sapatear com os dedos sobre a escrivaninha -. Nossas imprecisões são de alguma forma decências. Cativo o meu lugarzinho, minha paixão; tudo num balaio que se mistura tristeza e vontade de chorar, com lamúrias e um bruto desejo de gargalhar na companhia das músicas e das pessoas mais adoráveis.
Sino toca, sentimento toca, a música também; o coração em compasso, a banda também. O meu destino escrito em almaço, o meu diário na brochura, os meus propósitos nas pautas da agenda do ano passado. Vingou 2007. Vingou 2006. Vingou 2005... Vingou 1979. É a precisão de sempre, o desejo desde de quando houve um porvir e uma sensação de que VIDA é um aforisma de discussão para as faculdades de filosofia - The Great Gig In The Sky. Um grito enorme ecoa, piano e piano. Melodia.
O disco toca já há um tempo, e não termina.
Não precisamos terminar. As nossas rotações são tão infinitas quanto às nossas necessidades de erros e acertos, equilíbrio que se metamorfosea em lírica vésper a se contar nos dias não nublados...
Quantas nuvens não houveram hoje para que pudéssemos contar as estrelas?
Quantas estrelas houveram hoje para que não se pudesse haver nuvens para que não as escondessem e então para que pudéssemos contá-las?
O disco toca, toca.
Como nós, ele não termina. Agora é só a hora do Lado B.
domingo, 22 de julho de 2007
Oh, My Darling

terça-feira, 29 de maio de 2007
Juventude Sônica
às vezes, os ruídos de microfonia são bons, as acústicas trepidantes das caixas que vibram no tempo que parece o começo do fim de todas as coisas, o fim do som. o som do fim.os convencionais xingarão e ignonarão, não hesitarão em quebrar o espelhado do laser que transforma tudo isso em som ou na possibilidade dele.
somos todos provincianos, puritanos, convencionais. perdidos nas baladas entre paredes mal concebidas para a destruição da sonoridade que camufla talvez um riso, talvez um choro ou nada - dentro de nossas próprias convenções.
há alguma possibilidade de acreditar no que não é regra, no que não rege sinfonias, no que não está certo e que, ainda assim, é suave, é bom. esta é a lei dos desregrados, mas felizes.
the diamond sea preenche até o que não existe.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Eu o tenho sob minha pele...

domingo, 25 de março de 2007
Domingo de Chopin
No domingo a semana começa a ser revista, mas, na verdade, já nos preparamos para a outra, mas Chopin acalma, alivia... Ouvindo os noturnos, prelúdios e baladas deste genial pianista, o domingo brilha um pouco mais, visto da janela. Frédéric Chopin (1810-1849) com a sua elegíaca forma de compor e dar graça às notas que serão decifradas pelo piano; dá graça até mesmo na melancolia recorrente desta harmonia que envolve a sua obra. sábado, 3 de fevereiro de 2007
5 para as 6
Charlotte, por Willy Wanderperre O melhor feito de Jane e Serge se chama Charlotte. Com a marca registrada dos dois, Charlotte Gainsbourg mostra-se como um dos símbolos do novo cinema francês e, como o pai e a mãe, não se limita a um único ofício, a garota também canta e, diga-se de passagem, muito bem. Charlotte causou polêmica quando na adolescência fez um dueto com o pai na canção Lemon Incest, onde os dois aparecem com pouca roupa na cama recitando a canção. Essa canção viria a dar o nome ao seu primeiro álbum, lançado em 1998.
Mas a razão desta resenha é mesmo o mais recente álbum de Charlotte, 5:55, um dos melhores do ano de 2006. Bem produzido e repleto de belas canções, e sem delongas: você tem que ter. É doce e provocativo em todas as faixas, tal como em Beauty Mark, That Songs That We Sing e Little Monsters. Mas para fazer este álbum Charlotte se cercou do melhor, podemos dizer, que há hoje no mundo pop. O grande Jarvis Cocker, ex-líder do Pulp, e Neil Hannon, do The Divine Comedy, encarregados das letras acertaram em cheio. A parte musical foi delegada à dupla Air, Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin, que também sempre acertam, não só nos seus álbuns como na excelente trilha sonora do filme As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides), dirigido pela Sofia Coppola. Charlotte não é boba, portanto, sabe muito bem que com um time destes fica muito mais fácil ganhar o jogo, ponto para ela e para o quarteto fantástico, que conseguiram construir uma das mais belas preciosidades do pop dos últimos tempos. A faixa título que abre o disco faz com que você sinta vontade de ouvi-lo inteiro logo de cara e a seguinte, AF607105, que é bem o estilo do Air, mostra que eles estão mesmo falando sério, mas bonito. As bases de piano são lindas que, acrescidas da voz sussurrante de Charlotte, fazem das canções declarações múltiplas, não só de amor.